Cinema+Arquitetura S01E05 | Inception (A Origem)

Um filme do Aclamado diretor, Christopher Nolan que apareceu ao grande público a primeira vez ao fazer o filme Aminésia, em 2000. Um filme em que, nos surpreendeu pela narrativa, contada literalmente de trás para frente. O que mostrava a genialidade do diretor, que iniciava a sua carreira, mas também um grande desafio ao espectador, quebrando um dos pontos base da construção de um roteiro, que é a linealidade.

A Origem, veio uma década depois, e é um filme do diretor, o filme que o estúdio permite, que o diretor faça um filme com sua assinatura. E isto é notório, principalmente pela complexidade do roteiro, envolvendo o mundo dos sonhos em diversos níveis, e o ritmo acelerado com qual as informações pouco a pouco são transmitida. Um outro ponto é o lado visual, com cenas impactantes, efeitos nunca antes visto no cinema, como o caso da cena de Paris sendo sobreposta, e a luta no corredor girando. Fatos que enaltenssem a ousadia e a capacidade de criação de Nolan.

Em A Origem, o diretor consegue deixar palpável uma situação Abstrata, como a implantação de uma ideia na mente de uma pessoa. E a forma que isso é apresentado valoriza ainda mais o roteiro.

Nolan tem a característica de explicar detalhadamente seus filmes, em Inception não é diferente, ele dedica a metade do filme apresentando ao expectador os conceitos que norteiam o filme. Algo tipo “a ideia é o maior parasita existente”, essencial para o posterior “a ideia nasce pequena e cresce aos poucos”. Ou “a dor está dentro da mente” e “uma reação positiva sempre supera uma negativa”. Por outro lado, a dualidade entre realidade e sonho faz com que, de certa forma. O filme lembra muito Matrix. Pela complexidade da trama e a existência de mundos paralelos, onde os personagens são capazes de atos impossíveis em condições normais.

Dentro do filme a arquitetura tem um papel fundamental, tanto para explicar a natureza paradoxal dos sonhos como para maravilhar o espectador com mudanças brutais nas leis da física.

Nesse contexto, a arquitetura paradoxal está baseada na construção de objetos dentro dos sonhos que se assemelham a corpos existentes no mundo real. Se diferenciam em um pequeno ângulo que os tornam mais complexos e confusos. Tais alterações procuram ser sutis para não gerar dúvidas ao sonhador e permitir com que sejam utilizados contra ele. O trabalho do arquiteto é então fundamental, que constrói cenários de sonhos, verdadeiras utopias mediante suas experiências próprias extraídas diretamente da linguagem da realidade. Por sua vez, constrói dentro do sonho, projetos que procura criar na realidade, os quais, uma vez construídos e difundidos, servem de alimento para novas utopias.

Podemos encontrar exemplos de paradoxos sutis nas famosas escadas de Penrose, que proporcionam um percurso infinito para quem caminha sobre elas, Mas também encontramos um exemplo de paradoxo nas ruas labirínticas da cidade de Mombasa, que parecem saídas de uma arquitetura fractal. A mesma realidade aparece cheia de paradoxos urbanos e arquitetônicos, desafiando a lógica da mente e da matemática.

Incpetion é um ótimo filme, e vale a pena assistir se você não viu ainda, e se já viu vale a pena ver novamente e tentar enxergar novos conceitos e detalhes. Espero que gostem do vídeo, deixe seu recado ele é importante para nós. Um grande Abraço e VAMOS CRIAR!!

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