Aquecimento Oscar 2017 | Até o Ultimo Homem

Olá Estranhos, Hacksaw Ridge, ou Até o Ultimo Homem, marca o retorno do Mel Gibson, depois dos ultimos anos conturbados em sua vida pessoal, as telas de cinema. Dessa vez ele vai contar a história de Desmond T. Doss, um médico do exército que, durante a Segunda Guerra Mundial, se recusa a pegar em uma arma e matar pessoas. Porém, durante a Batalha de Okinawa ele trabalha na ala médica e salva mais de 75 homens, sendo condecorado, se tornando o primeiro Opositor Consciente (Testemunha de Jeová) da história norte-americana a receber a Medalha de Honra do Congresso.

A sensação que dá é que vai ser mais um filme de guerra, igual ao Resgaste do Soldado Rain, mas ele consegue falar um pouco de comédia, romance e até as cenas de ação propriamente dita. O filme consegue trabalhar dicotomia tradicional entre a Guerra e Questão religiosa, onde o protagonista representa uma fusão de ambos: Desmond Doss (Andrew Garfield) é ao mesmo tempo um jovem pacifista, temente a Deus, e um soldado destinado a salvar pessoas no campo de batalha da Segunda Guerra Mundial. Sua única condição: jamais tocar em uma arma, devido a traumas de infância. Como ser um pacifista em meio à guerra? Como lutar contra inimigos armados sem possuir instrumentos de defesa?

Até o Último Homem fornece uma leitura didática, mas interessante, deste paradoxo. A primeira solução é retirar a humanidade do inimigo: os soldados mais sangrentos enxergam nos japoneses uma figura satânica, portanto digna de ser combatida com violência. A segunda é se isentar de culpa, onde se torna justificavel matar se isso for praticado por todos, como uma ordem direta dos superiores. Os soldados não se sentem responsáveis por cumprirem o que se espera deles. Talvez por isso a decisão do personagem principal soe como ofensa tão grande: ele quebra o acordo tácito de que matar é algo defensável, contanto que todos os façam.

Essa questão crita em nossa mente ao ver o filme, em certo momento Doss, paraxe se questiinar sobre seguir em frente em sua ideologia, imagina a gente? O drama questiona, portanto, a violência dos “homens de bem”, a incompatibilidade entre amar o próximo como a si mesmo e amar apenas o próximo, mas não o diferente.

É engraçado como o Mel Gibson, coloca a posição do protoganista como a unica aceitavel, mas sugere que a conduta do oficial pacifista possui seu espaço no confronto, porém não exclui a necessidade de figuras centralizadoras como o sargento Howell (Vince Vaughn) ou o corajoso soldado Smitty (Luke Bracey), que maneja uma arma como ninguém.

Você seria capaz de ir contra todos para seguir sua religião ou ideologia? Até que ponto isso pode ser levado em conta. O filme mostra o lado heróico de uma ideologia de amor ao proximo, mesmo que seja ao inimigo. Qual a sua posição? Essa foi mais uma resenha do Oscar, ainda tem muito outros para vermos. Um grande Abraço até a próxima, Vamos Criar!

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