Aquecimento Oscar 2017 | La la land : Cantando Estações.

Talvez o filme mais badalado do oscar desse ano, o que começou como um filme quase que independente, tornou-se o ganhador de prêmios por onde passou. 
O filme conta a história de um pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade de Los Angeles, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso. Do mesmo diretor de Wiplash, Danian Chezeller, com 32 anos, leva seu filme a Concorre em 14 categorias, esse musical é realmente fascinantes.

Logo nos dez minutos iniciais da sequência de abertura de La La Land – Cantando Estações, a vontade que dá, imediatamente, é de sair correndo da sala do cinema, e dançar pela cidade. A cena em questão é um plano-sequência bem complexo, no qual as pessoas abandonam seus carros em um engarrafamento para cantarem. Cantarem? Do mesmo diretor de Whiplash – Em Busca da Perfeição, Damien Chazelle, dessa vez colocou todo seu esforço, e quase levou nas costas esse filme, em um gênero considerado quase datado hoje em dia.

Passado o impacto da primeira cena, você se dá por satisfeito (e olha que só se passaram dez minutos), entra em cena Emma Stone. Que faz você se apaixonar de vez pelo filme, ela é Mia, a atendente de uma cafeteria localizada no perímetro de um grande estúdio, aspirante a atriz que, apesar do talento, só leva pau nas audições.

E como uma boa historia de amor o caminho dela vai se cruzar com o de Sebastian (Ryan Gosling), um pianista igualmente hábil, tal qual malsucedido, que sonha em perpetuar o jazz – vertente da música que combina os instrumentos de forma “conflituosa e complementar, mas que está quase morrendo”, é a hora em que a ficção reflete a realidade, e o objetivo do diretor em levar gênero cinematográfico a reviver sua época de ouro. 

O que mais me impressionou no filme foi sua parte técnica, com uma montagem dinâmica se dá sob uma iluminação exagerada (quase neon), para lá de poética – realçada pelo branco da pele da atriz. E cada gesto dos atores, apesar de milimetricamente calculado, soa natural e resulta simbólico, e claro feito com muito cuidado, por conta dos planos sequências. Chazelle usa todos (to-dos) os elementos técnicos do cinema a favor de sua história.

O filme era pra ser interpretado pela Ema Wathson, mas caiu como luva para a Emma Stone, o que colocou a prova toda a química existente entre os atores protagonistas (já testada e aprovada em Amor a Toda Prova), aqui, ela é ainda mais efusiva. Emma e Ryan não existem um sem o outro no filme – embora o papel dela seja ainda mais charmoso.

Que eu posso dizer de La La Land? assista, mesmo que você não goste de musical. Assista e se supreenda. Dê esse voto de confiança. Deixe sua opinião e comentários. Até semana que vem com mais filmes do Oscar. 

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